Andre de Barros Faria revela como transformar desafios em soluções com processos que garantem uma entrega eficiente e orientada a resultados.
Andre de Barros Faria revela como transformar desafios em soluções com processos que garantem uma entrega eficiente e orientada a resultados.
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Desenvolvimento de soluções: Do problema à entrega eficiente

Desenvolver soluções eficazes não é apenas escrever código, comprar ferramentas ou montar uma equipe técnica, expõe o CEO da Vert Analytics, Andre de Barros Faria, é, sobretudo, entender profundamente o problema que precisa ser resolvido e conectar essa compreensão a uma execução disciplinada. O desenvolvimento de soluções é um processo completo, que vai da definição clara do desafio até a entrega em produção, com aprendizado contínuo e foco real em gerar valor para o negócio.

Continue lendo, e compreenda como é o processo de desenvolvimento de soluções funciona e sua importância para diversos projetos e empresas.

Entender o problema antes de falar em solução

Um dos erros mais frequentes em tecnologia e inovação é começar pela ferramenta em vez de começar pelo problema. Escolhe-se uma linguagem, uma plataforma, um framework ou um padrão arquitetural e, só depois, tenta-se encaixar isso na realidade da empresa. Mas como elucida Andre Faria, o movimento deve ser o oposto: primeiro é preciso entender quais dores o cliente interno ou externo tem, quais processos estão sofrendo gargalos e quais resultados precisam ser atingidos.

Esse entendimento não se constrói apenas em reuniões rápidas ou listas soltas de requisitos. Envolve entrevistas, observação de processos, análise de dados e, sempre que possível, validação direta com quem vive o problema no dia a dia. Quanto mais o time de desenvolvimento se aproxima da operação, mais claras se tornam as causas raiz, e não apenas os sintomas. Isso reduz o risco de criar soluções sofisticadas que resolvem pouco ou nada na prática.

Outro ponto enfatizado por Andre de Barros Faria é a importância de traduzir o problema em objetivos mensuráveis. Em vez de “melhorar o sistema”, é mais produtivo dizer “reduzir o tempo de atendimento em 20%”, “diminuir erros de lançamento em 50%” ou “aumentar conversão em X pontos percentuais”. Esses alvos orientam as decisões de desenho da solução e permitem avaliar, futuramente, se o que foi desenvolvido realmente funcionou.

Do desenho da solução ao alinhamento com o negócio

Uma vez que o problema está bem compreendido, entra em cena a etapa de desenho da solução. Ela não se resume a fazer diagramas técnicos, mas a conectar arquitetura, experiência do usuário, integrações e restrições de negócio. Uma boa solução precisa ser tecnicamente sólida, mas também viável em termos de custo, prazo, governança e manutenção.

Isso exige diálogo entre times. Negócio, tecnologia, operações, segurança e, muitas vezes, jurídico e compliance, precisam ser ouvidos. Cada área traz restrições, riscos e oportunidades. O desafio está em conciliar esses pontos sem paralisar o projeto. Soluções concebidas em silos costumam enfrentar surpresas quando chegam perto da implantação, como integrações inviáveis, regras de auditoria ignoradas ou impactos operacionais subestimados.

Outro aspecto fundamental é a priorização. Em vez de tentar entregar tudo de uma vez, o desenvolvimento de soluções eficientes organiza entregas em camadas: o que é essencial para colocar algo útil em funcionamento, o que pode ser incrementado depois e o que talvez nem precise ser construído. Andre Faria reforça que essa priorização mantém o foco no valor entregue e evita escopos inflados que atrasam demais a primeira versão.

Execução disciplinada: do backlog à entrega em produção

Mesmo uma solução bem desenhada pode falhar se a execução for desorganizada. Desse modo, a gestão do backlog, a definição de sprints ou ciclos de trabalho, a clareza de papéis em time multifuncional e o uso de práticas de qualidade são determinantes para o resultado final. Andre Faria apresenta que um desenvolvimento eficiente é aquele em que o time consegue avançar de forma previsível, sem perder flexibilidade para adaptar o plano quando surgem novos aprendizados.

A disciplina passa por boas práticas de engenharia: controle de versão, revisão de código, testes automatizados sempre que possível, ambientes bem definidos e pipelines claros de integração e entrega. Essas práticas reduzem o volume de erros que chegam perto do usuário e diminuem o esforço de correção. O objetivo não é burocratizar, mas criar uma base estável para que o time possa evoluir com confiança.

Com Andre de Barros Faria, o desenvolvimento de soluções ganha método e precisão, conduzindo cada etapa do problema à execução final com excelência.

Com Andre de Barros Faria, o desenvolvimento de soluções ganha método e precisão, conduzindo cada etapa do problema à execução final com excelência.

Também é importante comunicar o andamento da solução para as áreas envolvidas. Atualizações regulares, demonstrações de versões intermediárias e feedbacks constantes garantem que o produto final não se distancie das expectativas. Esta transparência na execução evita surpresas desagradáveis na reta final e dá ao negócio a chance de ajustar prioridades ao longo do caminho.

Garantia de qualidade e validação com o usuário

Entrega eficiente não é apenas colocar algo em produção rapidamente, mas garantir que aquilo funcione bem e seja aderente às necessidades. Por isso, testes funcionais, testes de integração, validações de performance e checagens de segurança têm papel central. Quanto mais cedo os erros forem encontrados, mais barato é corrigi-los. Andre de Barros Faria lembra que pular etapas de teste costuma ser uma economia ilusória, que gera custo maior lá na frente.

A validação com o usuário final é parte do processo de qualidade. Antes de consolidar uma solução como “definitiva”, é recomendável expor grupos selecionados a versões piloto ou fases de teste controlado. O feedback de quem usa o sistema no dia a dia revela questões de usabilidade, fluxos confusos e lacunas de funcionalidade que dificilmente seriam percebidos apenas em ambiente técnico.

Para além disso, métricas de uso após a implantação ajudam a aferir se a solução gerou o impacto desejado. Taxas de adoção, tempos de execução de tarefas, número de erros reportados e satisfação dos usuários são sinais concretos da efetividade do desenvolvimento. 

Aprendizado contínuo e evolução das soluções

Desenvolver uma solução não é um evento único, mas o início de um ciclo de evolução. Sistemas precisam ser mantidos, adaptados a novos cenários de negócio, integrados a outras plataformas e protegidos contra vulnerabilidades emergentes. Dessa forma, o desenvolvimento eficiente incorpora mecanismos de aprendizado contínuo: registro de lições aprendidas, revisão de processos e ajustes de arquitetura quando necessário.

O feedback de clientes internos e externos, as mudanças de mercado e os avanços tecnológicos alimentam esse ciclo. Como considera Andre de Barros Faria, times que encaram cada entrega como oportunidade de aprendizado acumulam repertório e ganham velocidade com o tempo, pois deixam de repetir erros recorrentes e passam a ter um “manual vivo” de boas práticas adaptado à realidade da organização.

Em última análise, desenvolvimento de soluções: do problema à entrega eficiente é uma jornada que combina clareza de objetivos, desenho cuidadoso, execução disciplina e abertura para melhoria contínua. Quando bem conduzido, esse processo não gera apenas sistemas ou aplicações, mas capacidades organizacionais duradouras. 

Autor: Theodor Sturnik

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