Corrida ao governo de Pernambuco fica mais apertada seis meses antes da eleição
Corrida ao governo de Pernambuco fica mais apertada seis meses antes da eleição
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Corrida ao governo de Pernambuco fica mais apertada seis meses antes da eleição

Nova pesquisa mostra encolhimento da vantagem de João Campos sobre Raquel Lyra e reabre disputa pelo Palácio do Campo das Princesas

A disputa pelo governo de Pernambuco em 2026 entrou em uma fase de maior equilíbrio. Pesquisas divulgadas nos últimos meses mostram que a vantagem do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) sobre a governadora Raquel Lyra (PSD) vem diminuindo de forma consistente, o que levanta uma dúvida central entre o eleitorado pernambucano: a disputa ainda tem favorito claro, ou o estado caminha para uma eleição decidida no detalhe? Levantamentos do instituto Real Time Big Data feitos entre dezembro de 2025 e junho de 2026 ajudam a explicar essa mudança de cenário e o que ela pode significar para os próximos meses de campanha.

Como a vantagem de João Campos vem encolhendo mês a mês

No fim de 2025, o cenário eleitoral parecia bastante definido. Pesquisa do instituto Real Time Big Data encomendada pela Record mostrou o prefeito do Recife com 56% das intenções de voto, contra 27% da governadora Raquel Lyra, uma vantagem de 29 pontos percentuais a menos de um ano da eleição. Na época, os números indicavam ampla vantagem do socialista em todas as regiões do estado, com destaque para a força na Região Metropolitana do Recife, reduto eleitoral natural de quem governou a capital. Diario de Pernambuco

Seis meses depois, o quadro mudou de forma expressiva. Nova pesquisa do mesmo instituto, realizada em junho de 2026 com 1.600 entrevistados, mostrou João Campos com apenas 5 pontos percentuais de vantagem sobre Raquel Lyra no cenário estimulado de primeiro turno, o que coloca a disputa dentro da margem de erro de 2 pontos da pesquisa. Segundo análise publicada pela Gazeta do Povo com base no levantamento, a diferença entre os dois nomes caiu de 27 para apenas 5 pontos na comparação direta entre as duas pesquisas do instituto, enquanto Raquel Lyra saltou de 28% para 40% das intenções de voto no mesmo período. É um dos movimentos mais acentuados registrados até aqui na pré-campanha pernambucana e sugere que o desgaste natural de quem governa passou a pesar menos do que o esperado na avaliação da governadora.

O que explica a aproximação entre os dois principais candidatos

Um dos fatores que ajuda a entender esse movimento é a forma como o eleitorado avalia a gestão dos dois políticos. Levantamentos anteriores do Datafolha, feitos em abril de 2026 com 1.022 entrevistados, já indicavam João Campos na frente com margem de 12 pontos percentuais sobre Raquel Lyra no cenário estimulado, e apontavam vitória do prefeito também em uma eventual simulação de segundo turno. A comparação entre as diferentes pesquisas mostra que, embora institutos distintos apresentem margens diferentes, a trajetória é a mesma: encolhimento gradual da vantagem do candidato do PSB ao longo do primeiro semestre de 2026.

Fora da disputa pelo governo, o estado também vive movimentação para as duas vagas do Senado. Segundo a pesquisa Real Time Big Data de junho, Marília Arraes (PDT) lidera os cenários estimulados para uma das cadeiras, enquanto a segunda vaga permanece indefinida, disputada entre nomes como Humberto Costa (PT), Mendonça Filho (PL) e Miguel Coelho. Essa indefinição no Senado tende a influenciar também as alianças na disputa estadual, já que partidos costumam negociar apoio ao governo em troca de espaço nas chapas proporcionais e majoritárias, um movimento que deve se intensificar conforme a data das convenções partidárias se aproxima.

O que esperar da disputa até a eleição de outubro

Com a corrida mais equilibrada, a expectativa entre analistas políticos é de que a campanha em Pernambuco ganhe intensidade nos próximos meses, com maior exposição dos dois principais candidatos em debates e eventos públicos pelo interior do estado. A região do Agreste, onde Raquel Lyra historicamente tem desempenho melhor, deve receber atenção redobrada das duas campanhas, assim como o Sertão, área que costuma pesar nas decisões finais do eleitorado pernambucano.

Para o leitor que acompanha o pleito, o cenário atual mostra que nenhuma das duas candidaturas pode considerar a vitória garantida a esta altura do ano eleitoral. A tendência é que novos levantamentos surjam ao longo do segundo semestre, à medida que as coligações se definem oficialmente e o debate público sobre propostas de governo ganha mais espaço. Até lá, o que os números confirmam é que a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas entrou de fato na fase decisiva, com margens que já não permitem prever o resultado com segurança.

 

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