Haeckel Cabral Moraes
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Mamoplastia de aumento com mastopexia: como Dr. Haeckel Cabral Moraes avalia quando corrigir volume e posição juntos

Uma mama que perdeu volume não é a mesma coisa que uma mama que caiu de posição, mas o espelho costuma misturar os dois problemas em uma única queixa: “está pequena e caída”. Tratar apenas o volume, com prótese, sem corrigir a posição, tende a deixar o resultado desproporcional. Tratar apenas a posição, sem repor volume, pode devolver o contorno sem preencher o que falta. A combinação entre mamoplastia de aumento e mastopexia existe justamente para separar esses dois problemas na avaliação e corrigi-los ao mesmo tempo, em uma só cirurgia.

Essa distinção entre volume e posição é o ponto de partida de qualquer avaliação nesse campo, e é sobre ela que o cirurgião plástico Dr. Haeckel Cabral Moraes costuma se debruçar antes de indicar qualquer combinação de técnicas. A resposta não está em um exame padronizado, está na anatomia observada em cada paciente.

O que diferencia queda de mama e perda de volume?

A queda da mama, tecnicamente chamada de ptose mamária, acontece quando o complexo areolopapilar desce em relação à prega inframamária, a linha onde a mama encontra o tórax. Já a perda de volume é a diminuição do tecido glandular e adiposo que preenche o envelope de pele, geralmente associada a gestações, amamentação, variação de peso ou ao próprio envelhecimento tecidual. As duas alterações podem existir juntas ou separadas, e é essa combinação específica que define qual técnica isolada resolveria e qual exigiria as duas ao mesmo tempo.

Uma mama pode estar caída e ainda assim ter volume adequado, caso em que a mastopexia isolada reposiciona o tecido sem necessidade de prótese. Outra pode ter perdido volume sem apresentar queda relevante, situação em que o implante isolado já responde à queixa. O desafio de avaliação está exatamente nos casos intermediários, quando os dois problemas coexistem em graus variados.

Por que corrigir só o volume ou só a posição pode não ser suficiente?

Colocar uma prótese em uma mama já caída, sem reposicionar o complexo areolopapilar, tende a aumentar o volume abaixo da prega, deixando a aréola ainda mais alta em relação ao novo contorno. O resultado é uma mama maior, mas com a mesma queda de antes, o chamado efeito “prótese que escorrega para baixo do próprio implante” na percepção do paciente. Esse desalinhamento visual é uma das causas mais comuns de insatisfação quando o planejamento cirúrgico ignora a posição original do tecido.

Da mesma forma, reposicionar a mama sem repor o volume perdido corrige a simetria entre aréola e prega, mas pode deixar o polo superior vazio, sem a projeção que a paciente busca. Haeckel Cabral frisa que esse contraste entre um contorno adequado e um volume insuficiente ilustra por que a avaliação isolada de cada variável, sem a intersecção entre elas, pode resultar em conclusões parciais, mesmo quando a técnica utilizada é tecnicamente correta.

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Como a cirurgia combinada trata volume e posição na mesma intervenção?

Na mamoplastia de aumento com mastopexia, o cirurgião reposiciona o complexo areolopapilar e remove o excesso de pele na mesma etapa em que insere a prótese, ajustando a base de sustentação para acomodar o novo volume sem repetir a queda ao longo do tempo. A ordem das etapas dentro da cirurgia e o tipo de incisão escolhido dependem do grau de ptose e da quantidade de pele excedente identificada na avaliação pré-operatória.

Qual é o maior risco de unir as duas técnicas em uma única cirurgia? A combinação exige controle mais rigoroso da vascularização do complexo areolopapilar, já que duas intervenções somadas aumentam a manipulação do tecido, o que reforça a importância da avaliação individual antes de definir a abordagem.

Essa combinação técnica não é automática para toda paciente com queixa dupla: a decisão sobre unir os dois procedimentos, ou espaçá-los em duas cirurgias, depende de fatores como espessura de pele, qualidade do tecido remanescente e expectativa realista sobre cicatriz.

O que muda no planejamento quando as duas correções acontecem juntas?

Planejar as duas correções na mesma cirurgia exige decidir previamente o tamanho do implante em função do novo formato que a mastopexia vai criar, e não o contrário. Definir primeiro a prótese e depois adaptar o reposicionamento a ela costuma gerar desproporção, porque a pele remanescente após a mastopexia comporta um volume diferente do que a mama original sustentava antes da queda.

Esse sequenciamento também influencia a cicatriz resultante, que tende a ser mais extensa quando há maior quantidade de pele a remover. A avaliação prévia dessa relação entre extensão de cicatriz, quantidade de pele e volume de prótese, segundo a experiência descrita por Dr. Haeckel Cabral, é o que efetivamente diferencia um planejamento combinado bem-feito de uma soma simples de duas cirurgias distintas.

Quando faz sentido considerar a combinação de aumento e mastopexia?

Mulheres que relatam simultaneamente sensação de “mama vazia” no polo superior e queda visível da aréola em relação à prega costumam ser as que mais se beneficiam da avaliação conjunta das duas técnicas. Histórico de gestações múltiplas, variação expressiva de peso ao longo da vida ou amamentação prolongada são fatores que aparecem com frequência nesse perfil, embora nenhum deles isoladamente determine a indicação.

A decisão final depende sempre do exame físico e da conversa sobre expectativas realistas de resultado e de cicatriz, nunca de uma régua fixa aplicada à queixa relatada, como destaca Dr. Haeckel Cabral Moraes. Duas pacientes com o mesmo histórico reprodutivo podem apresentar graus completamente diferentes de ptose e de perda de volume, o que reforça por que a avaliação individualizada continua sendo o critério central dessa decisão.

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