Elmar Juan Passos Varjão Bomfim
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim
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De que forma a tecnologia pode ajudar a otimizar a eficiência operacional em obras?  

Segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, poucos setores da economia brasileira convivem com tanta distância entre o planejado e o executado quanto a construção. Estouros de orçamento e cronogramas rompidos ainda são tratados, em muitas empresas, como parte inevitável do negócio, mesmo em um mercado em que o custo do capital ficou mais alto e a tolerância dos investidores a desvios, menor. 

O diagnóstico do problema é conhecido há décadas: baixa produtividade da mão de obra, desperdício de materiais, logística mal resolvida no canteiro e decisões tomadas com informação atrasada. O que mudou foi o ambiente. A escassez de trabalhadores qualificados encareceu cada hora improdutiva, enquanto contratantes corporativos passaram a exigir previsibilidade contratual com multas que transformam atraso em prejuízo direto.

A boa notícia é que o repertório de soluções amadureceu. Métodos de gestão testados, tecnologias acessíveis e novas formas de contratar já produzem resultados mensuráveis em obras de todos os portes. Siga a leitura e veja que a diferença entre empresas que crescem e as que perdem margem está, cada vez mais, na disciplina de execução.

Onde a tecnologia realmente aumenta a produtividade?

A digitalização da construção deixou de ser promessa para virar filtro de competitividade, mas nem toda ferramenta entrega o que anuncia. Os ganhos mais consistentes vêm de três frentes: modelagem BIM para compatibilizar projetos e antecipar interferências antes da execução; softwares de gestão que integram orçamento, suprimentos e medições em tempo real; e tecnologias de monitoramento do canteiro, como drones e câmeras com análise de imagem, que comparam o avanço físico ao cronograma sem depender de apontamentos manuais.

O critério de adoção deve ser sempre o problema a resolver, não a novidade da solução. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim explica que sistemas só geram eficiência quando alimentam decisões mais rápidas, e isso exige processos organizados e equipes treinadas para usar a informação disponível.

Logística de canteiro: o gargalo invisível dos cronogramas

Estudos de produtividade na construção apontam, com constância, que o trabalhador passa parcela minoritária do dia efetivamente agregando valor. O restante se perde em deslocamentos, espera por material, procura de ferramentas e instruções. Atacar essa ociosidade exige tratar o canteiro como uma operação logística, com um layout pensado para reduzir movimentação, entregas programadas just-in-time, estoques posicionados perto das frentes e rotinas claras de liberação de serviço.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

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Na perspectiva de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, são medidas de baixo custo e alto impacto, mas que dependem de gestão presente e de integração com fornecedores. Contratos de suprimento com janelas de entrega definidas, por exemplo, evitam tanto a falta de material quanto o excesso que congestiona o canteiro e gera perdas por manuseio e avaria.

Contratos e cultura: a eficiência começa antes da obra

Boa parte dos atrasos nasce na mesa de contratação, quando escopos mal definidos, projetos incompletos e riscos mal alocados criam o terreno para conflitos futuros. Modelos contratuais mais colaborativos, com incentivos compartilhados por desempenho, vêm ganhando espaço justamente por alinhar os interesses de contratante, construtora e projetistas em torno do resultado final, e não da disputa por aditivos.

Há ainda o componente humano, frequentemente subestimado. Segurança do trabalho, treinamento e estabilidade das equipes têm correlação direta com produtividade: canteiros com alta rotatividade desperdiçam a curva de aprendizado a cada troca de equipe. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim demonstra que a eficiência operacional na construção civil é menos uma questão de ferramentas isoladas e mais o resultado de uma cultura em que planejamento, dados e pessoas caminham na mesma direção desde a concepção do empreendimento.

O caminho da construção que entrega no prazo

O mercado brasileiro entra em um ciclo no qual a capacidade de executar com previsibilidade valerá tanto quanto a capacidade de vender. Investidores institucionais, fundos imobiliários e grandes contratantes já selecionam parceiros pelo histórico de aderência a prazo e orçamento, e essa régua tende a subir com a consolidação de dados e indicadores comparáveis entre empresas.

As construtoras que tratarem produtividade como projeto permanente, combinando planejamento colaborativo, industrialização, logística disciplinada e tecnologia bem escolhida, colherão margens melhores em um setor historicamente pressionado. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim pontua que o futuro próximo pertence às organizações capazes de transformar eficiência em rotina verificável, obra após obra, porque é essa consistência que constrói a confiança dos clientes e sustenta o crescimento em um mercado cada vez mais exigente.

 

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